Olodumare ilumine nossos caminhos.

Olodumare ilumine nossos caminhos.
Jogo De Buzios e Cartas

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Onilé

Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, se caracteriza por ser o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun. é o primeiro a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios. Todo terreiro possui o acento de Onilé, um deles pode ser observado no centro do Barracão de (candomblé), denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos sabiamente reverenciam este local. Também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiyê, Ilê e Sakpatá.

Em algumas tradições, Onilé é uma divindade feminina, representa a Mãe Terra (onde acolhe os ancestrais), Egungun. Conta-se que quando Olorum reuniu os orixás para dividir o poder sobre a criação entre eles, uma de suas filhas, Onilé, escondeu-se sob a terra. E acabou ganhando por este motivo poder e autoridade sobre ela. A primeira parte de todos os sacrifícios de (Ejé) sangue é sempre derramada sobre a terra, independente de para qual entidade ou divindade seja o sacrifício, este gesto é uma forma de lembrar e reconhecer o poder de Onilé. Tudo vem da terra e a ela retorna.
Cultuada em terreiros da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra desperta curiosidade e interesse entre os seguidores dos orixás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé é assentada num montículo de terra vermelha e acredita-se que guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida. Na África, também é chamada Aiê e Ilê, recebendo em sacrifício galinhas, caracóis e tartarugas (Abimbola, 1977: 111). Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.

Onilé não se sentia bem no meio dos outros.

Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem:

haveria uma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.

Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração,que se ouvia por todas as terras existentes.
Os orixás encantaram o mundo com suas vestes.

Menos Onilé.
Quando todos os orixás haviam chegado,
Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente,sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.
Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles,mas nem sabia como começar a distribuição.
Então disse Olodumare que os próprios filhos,ao escolherem o que achavam o melhor da natureza,para com aquela riqueza se apresentar perante o pai,eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.

Deu a cada orixá um pedaço do mundo,uma parte da natureza, um governo particular.

Dividiu de acordo com o gosto de cada um.

E disse que a partir de então cada um seria o donoe governador daquela parte da natureza.

Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse.

Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá.

Os orixás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria,fazendo um grande alarido na corte.

Olodumare pediu silêncio,ainda não havia terminado.

Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.

Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra,o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.

Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? perguntavam-se todos?
"Onilé", respondeu Olodumare.
"Onilé?" todos se espantaram.
Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então.
Nenhum sequer notara sua ausência.
"Pois Onilé está entre nós", disse Olodumare

e mandou que todos olhassem no fundo da cova,

onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.

Ali estava Onilé, em sua roupa de terra.

Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta.

Olodumare disse que cada um que habitava a Terra

pagasse tributo a Onilé,

pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.

A humanidade não sobreviveria sem Onilé.

Afinal, onde ficava cada uma das riquezas

que Olodumare partilhara com filhos orixás?

"Tudo está na Terra", disse Olodumare.

"O mar e os rios, o ferro e o ouro,

Os animais e as plantas, tudo", continuou.

"Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris,

tudo existe porque a Terra existe,

assim como as coisas criadas para controlar os homens

e os outros seres vivos que habitam o planeta,

como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte".

Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé,

foi a sentença final de Olodumare.

Onilé, orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros,

pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos,

pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.

Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre,
para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.

Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare.
Todos os orixás aclamaram Onilé.
Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás
oloje iku ike obarainan

sábado, 25 de janeiro de 2014

Calendário do Ile Asé Iba Omi Osun

FEVEREIRO
01 – candomblé Yemanja
15 – umbanda preto velho / exu

MARÇO
01 – umbanda boiadeiro/ exu
29 – candomblé obrigações

ABRIL
12 – festa do ogum
26 – umbanda

MAIO
17 - Ypete Osun
31- Festa exu meia noite

JUNHO
07 – Exu
28 - Festa Xango
Exu (Èsù) é a figura mais controversa do panteão africano, o mais humano dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Deus da terra e do universo; na verdade, Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem no seu dia-a-dia.

Exu é a figura mais importante da cultura iorubá. Sem ele o mundo não faria sentido, pois só através de Exu é que se chega aos demais orixás e ao Deus Supremo Olodumaré. Exu fala toda as línguas e permite a comunicação entre o orum e o aiê, entre os orixás e os homens.
Exu é o dono do mercado, o seu guardião, por isso todo o comerciante e aqueles que lidam com venda devem agradar a Exu. As vendedoras de acarajé, por exemplo, oferecem sempre o primeiro bolinho a Exu, atirando-o à rua, não só para vender bem, mas também par afastar as perturbações, evitar assaltos etc., ou seja, para que Exu seja de facto um guardião e proteja o seu negócio.
Os Principai esús
01.Esu Yangi – o Senhor da Laterita Vermelha.- o primeiro
02.Esu Agba – o Senhor Ancestral
03.Esu Igba Keta – o Senhor da Terceira Cabaça
04.Esu Okoto – o Senhor do Caracol
05.Esu Oba Baba Esu – o Rei e Pai de todos os Eshus
06.Esu Odara – o Senhor da Felicidade
07.Esu Osije – o Mensageiro Divino
08.Esu Eleru – o Senhor da Obrigação Ritual
09.Esu Enu Gbarijo – o Senhor da Boca Coletiva
10.Esu Elegbara – o Senhor do Poder Mágico
11.Esu Bara – o Senhor do Corpo
12.Esu L’Onan – o Senhor dos Caminhos
13.Esu Ol’Obe – o Senhor da Faca
14.Esu El’Ebo – o Senhor das Oferendas
15.Esu Alafia – o Senhor da Satisfação Pessoal
16.Esu Oduso – o Vigia dos Odus.