Olodumare ilumine nossos caminhos.

Olodumare ilumine nossos caminhos.
Jogo De Buzios e Cartas

domingo, 2 de maio de 2021


 Gratidão ao autor e meu irmão Hilario.

KOLOFE

                      CONHECIMENTO


                       OYA EGUNITÁ


EGUNITÁ E uma das nove Oyas de culto Igbalé e sem dúvida a mais famosa, por ser habitante da floresta sua kizila (Ewo) é a fumaça.

Egunitá é a deusa do espirito dos mortos e por isso não possuía filhos, mas desejava ser mãe, então dentro da floresta da morte ela conseguiu parir nove vezes.

Oyá estava nos dias de ganhar o primeiro filho e então ela fez a gigante tempestade de Eboykó e nesse dia foi atacada pelas Iyami, as bruxas rasgaram-lhe a barriga e raptaram o bebê, o cobriram com panos velhos e sujos e o alimentaram com Okete, o rato do cemitério. Nisso o bebê foi chamado Emalegan, o primeiro Egun, símbolo do poder sobre o Vento.

No segundo dia da tempestade Oyá pariu novamente, esse dia a tempestade foi muita bruta e nisso Oyá mostrou toda sua força. No meio da tempestade pariu o segundo Egun Yorugãn. Este Egun foi criado nas folhas de bananeira e é ele quem cuida da Sopeira do ibá de Oyá e é o símbolo de sua vaidade. Yorugãn é o filho que Oyá mais ama.

No terceiro dia da tempestade Oyá iluminou o céu e então pariu Akugan, este que é o Egun que bate os pés no chão fazendo ruídos e barulhos. Foi criado comendo brotos de bambu, é rebelde e simboliza a rebeldia de Oyá.

No quarto dia da Tempestade Oyá estava apreensiva e então pariu Orugã, que é o Egun sério, frio e calculista, caiu no milharal e foi criado lá. De Oyá ele ganhou um Atori chamada Pason, se veste de Mariwo e mora em buracos cavados no chão, é o lado sério de Oyá.

No quinto dia da Tempestade de Eboykó nasceu Rungan, o Egun valente que salvou a Yabá Olossá da perseguição de Ikú. Rungan se alimenta de Bambu velho e é a coragem de Oyá.

No sexto dia da Tempestade nasceu Gyogan, que auxiliou Oxossi na caçada do pássaro Ororú para o rei de Ifé. Gyogan se veste com o couro do Búfalo de Oyá.

No sétimo dia nasceu Ungã, que é o Egun que vive rondando as covas no cemitério e castigando quem viola os túmulos. É o lado sombrio de Oyá.

No oitavo dia Oyá estava no auge do poder de destruição da tempestade e então pariu Bungan, o Egun maligno e perverso que ataca o ser humano e induz o homem a loucura e a desgraça, é o mais poderoso filho de Oyá.

No nono e último dia da tempestade de Eboykó nasceu Segi, chamado Egungun, que tinha poder de incorporar ou manipular os homens. 

Oyá Egunitá agora tinha nove filhos Eguns e ela então recebeu o encargo de guiar os mortos nas nove fazes do desencarne:

* Leito de Morte 

* Velório 

* Caminho até o cemitério 

* Porta do Cemitério 

* Caminho até a cova

* Descida a sepultura 

* Asese

* Despacho do Carrego 

* Subida ao Orum

Caso haja a necessidade de reencarnação, Egunitá guiará o Egun no processo.

Egunitá na batalha de Ajimudá, usou uma máscara de madeira para lutar junto a seu exercito de Eguns, hoje substituímos esta máscara pela pintura de Efun em seu rosto, geralmente em forma de caveira.

O Ibá de Egunitá é de Barro e seus utensílios de barro, palha e madeira.

A Boneca na sua roupa é chamada Abayomí (nascido para me dar orgulho) e simboliza os filhos de Oyá.

Egunitá é a Oya mais sombria que existe.

HEEEEEEEEEY!!!


Gratidão ao autor e meu irmão Hilario.

Wáji, èlú, ou aro 

Tinta azul em forma de pó petrificado de origem vegetal o qual busca a representação do sangue negro, simbolizando a noite e a relação de ancestres ligados à própria escuridão.

As partes frescas são contundidas a uma polpa, fermentada, seca e vendida nesta forma, as folhas somente são secadas ao sol e são usadas em um estado quebradiço.

Representa o anoitecer.

Este pó azul é utilizado em inúmeros rituais do candomblé, principalmente para assentamentos de orixá “Igba Orisá” e na feitura de santo sobre a cabeça do ìyáwó/elegun. Símbolo da idealização, transformação, direcionamento com o objetivo de proteger contra todos os males espirituais, materiais e psíquicos, principalmente da negatividade de Ìyámi.

o waji é um elemento muito importante no culto aos Orísá, uma vez que, junto com outros elementos, ajuda a proteger a cabeça dos nossos Ìyáwós contra as Ajé. Segunda a crença africana essas pinturas impediriam que eleyé (ave ligada as Ìyámi) pousasse no ori dos  iniciadas, pois caso isso ocorresse seria um desastre para vida dessa pessoa.

O waji representa a cor dundun (preta), o sangue azul que vem das folhas. Existem diversas espécies que podem ser utilizadas para a produção de corantes azuis como a Isatis tinctoria ,Indigofera tinctoria e o Lonchucarpus cyanescens.

Segundo alguns relatos, as duas primeiras não seriam utilizadas para a produção do waji tradicional, sendo apenas usadas para a confecção do anil (usado para tingir jeans, por exemplo). O verdadeiro waji seria, portanto, retirado do processo de fermentação das folhas do Lonchucarpus sp. que é conhecido pelo nome de índigo africano ou índigo yorubá.

O processo de fabricação desse corante era complexo e exigia grande perícia, sendo cercado de prescrições e proibições rituais. Era tão importante que os tinteiros iorubas cultuavam até uma divindade específica para essa finalidade, Iyá Mapo. O pano tingido de índigo significava riqueza, abundância e fertilidade.


Os mistérios da África


Gratidão ao autor e meu irmão Hilario.

 Oxaguian, Orixá enigma da diáspora.

 Quando pensamos em Oxaguian (Osa’Ogyan = Orisa Ogyan), uns pensam no Orixa guerreiro Filho de Oxalufan outros pensam em uma fase mais nova do próprio Obatala, onde este dominava reinos das terras Yoruba.Fato é que este Orisa é um dos mais enigmáticos do panteão Afro-Brasileiro, dividindo opiniões entre os sacerdotes do Candomblé e até do culto tradicional africano. 

Atendo-nos a diáspora, Oxaguian difere bastante de Oxalufan, inclusive em seus Oros onde em algumas raízes o mais novo recebe Oro com animais de ambos os sexos enquanto o mais velho apenas com animais fêmeas. Oxaguian durante o transe mantém postura firme e ereta, no intuito de representar a forma de guerreiro e rei. Seguindo esta linha de pensamento, em algumas fases deste Orisa ele aparece usando capacete, adaga e ofá (fase guerreira), e em outras usando coroa com filá e irukere(fase em que representa seu reinado).

Não cabe aqui falarmos sobre as diversas qualidade ou caminhos de Oxaguian, até mesmo porque existem sobre esse assunto muitas divergências, onde inclusive separam Ajaguna de Oxaguian, outros dizem até que não existe qualidades deste Deus. O ideal é seguir o que a raiz de cada um prega. 

No Brasil este Orisa responde no Odu EjiOgbe ou comumente falado EjiOnile, representado no jogo de búzios pelo número 8, número este muitas vezes usado(erroneamente) para representar estado de fúria. Não é difícil escutarmos adeptos do candomblé dizerem “Hoje estou no 8” ou “Hoje meu 8 esta ativado”, apesar do Odu não representar esse tipo de atitude, o termo tornou-se popular, e todos nós quando ouvimos isso conseguimos entender. A notoriedade dessa frase da-se pelo caráter explosivo dos filhos deste Orisa.

Eu costumo dizer que os filhos de Orisa nascem com a virtude do Orisa invertida, ao contrário. Por exemplo, Oxaguian é a representatividade da estratégia, do fim para o recomeço, lutava para estabelecer a paz e o sustento, tudo isso com a perspicácia de um deus FUNFUN. Já seus filhos em sua maioria são extremamente explosivos, impacientes, por vezes grossos e até mesmo sem muita perspectiva para os acontecimentos futuros, vivendo apenas o hoje sem se preocupar com o amanhã.  Ou seja, estão no Aye para evolução, para superarem essas limitações que divergem do exemplo atrelado ao modo de vida do Orisa, e quando o Omo-Orisa consegue minimamente seguir o que o seu Orisa ancestral propõe e ensina como a estratégia e paciência, conseguirá com certeza grandes feitos na vida, tanto espiritual e principalmente material. Por falar nisso, este é outro ponto que afeta muito a vida dos filhos de Oxaguian, os bens matériais, o dinheiro. Muitos deles aparentam desapego ao dinheiro, mas no fundo quando se vêem sem o Wowo (dinheiro) chegam no ápice do mal-humor. Ouvi de um Agba do candomblé que uma das penas para os erros dos filhos de Oxaguian era a perca de dinheiro e da estabilidade financeira, pois isso os deixam fora do prumo e devido a alta mediunidade que esse povo carrega eles conseguem perceber que erraram com a espiritualidade. 

São grandes lideres quando mantem o Ori equilibrado. 

O Orgulho deste povo pode ser defeito, mas também pode ser qualidade, quando na medida correta, pois sentem honra em lisonjear os que lhe rodeiam. 

Poderiamos citar aqui, a ligação com quase todos os orisas cultuados no Brasil, Exu como parceiro, Ogum como filho e general, Yemoja e Osun como esposas, Oya como Affair e consultora, Ossaim como feiticeiro que o ajuda em guerras, enfim, o texto ficaria enorme.

Por fim, o Orisa Oxaguian, representa a continuidade, assim como Oxumare, onde um destrói o torto para construir o correto, e outro faz a vida girar para mante-la .

É como disse Iya Cidalia de Iroko em um vídeo: 

“OXAGUIAN, O RETO, O CORRETO, O CERTO, O DIREITO.”

E Oxaguian é isso, e é o suficiente!

Yango de Obaluaiê 

Agen Afro


Gratidão ao autor e meu irmão hilario, conhecer um pouco além do candomblé

𝐎̀𝐫𝐢̀𝐬𝐚̀ 𝐊𝐨́𝐫𝐢


Na mudança para o novo mundo a Religião tradicional Yorùbá (candomblé) perdeu muito da sua essência por vários motivos que não vamos mencionar nesse texto.

Nesse processo foi perdido o conhecimento sobre vários òrìsàs:

Òrúnmìlá, Ina, Ònà, Bayani, Olósà, Òkè, Ợkợ.

Ègbé Òrun, Òpá Osun, Edan, Àjé Saluga, Ìyá mi, Ìyá Mapo, Olugama, Ada, Obàlúfón, Olúfón, Obokún, Ajaká, Òrànmíyàn, Odùdúwà, Yèmowó, etc.

Mas um deles no novo mundo com uma quase total falta de sentimentos fraternos está fazendo muita falta, ela se chama Kóri.

Esse Orisa está ligado ao amor ao próximo e a preocupação com o nosso semelhante.

Kóri é a expressão do amor por aquele com quem não temos parentesco.

Conta a história que Kóri encontrou uma criança abandonada na floresta e criou como se fosse seu filho.

Ela amou, educou e alimento um ser que foi abandonado.

Kóri é feminino e aceita em seu Oṣé o mel, dendê, ekó, akara, alele, galinhas e cabras.

Esse Òrìsà representa o amor materno e deixa claro que a mãe é a pessoa que cria com carinho o seu filho.

Mãe é aquela que educa e participa da criação do jovem deixando em sua criação marcas de um amor incondicional.

Esse texto é uma homenagem a todas as mães.

É uma homenagem a todos os òrìsàs femininos, as nossas mães.

É uma homenagem a mãe de todos aqueles que não tiveram o prazer de ter a mãe carnal ao seu lado, mas que foram abençoados pelos òrìsàs.

Esse texto é uma homenagem a minha mãe que está sempre ao meu lado.

Esse texto é uma homenagem a minha Ìyá Apetebi Ìyánífá Ifakemi, feliz dia das mães.

Oríkì Òrìsà Kóri

1-Kóri nrodo,

2-Òòsà ewe nrodo

3-Kóri o má je k’omo wá ò kú o!

4-Òrìsà èwe, má je kí

5-Orí wá, ò kú o!

6-Olú-òrún o, má pá wa lekun o

7-Òrìsà èwe, má pá wa lekun o

Tradução:

1-Kori a protetora!

2-Orixá que protege os jovens!

3-Kori que as crianças venham e não morram!

4-Orixá dos jovens, não há outro!

5-Cabeça venha, e não morra!

6-Senhora do céu, não mate nosso leopardo

7-Orixá dos jovens, não mate nosso leopardo.

Texto: Oluwo Ifagbaiyin

 




 Gratidão ao meu irmão Hilario pro repassar este conteudo e ao autor Pai Folha.  

                        CONHECIMENTO 

      A SENHORA DOS SEGREDOS DA CAÇA 

                         OYA LOGUNERÈ


Logunerè / Oyá Gbalè Dè:

O Nome do orixá Logunerè, significa em yorubá: “Da Guerra de Ere”, e Ere é uma cidade da Nigéria. Patrona dessa cidade, foi associada ao culto de Gbale e reconhecida como Oyá Igbalé De, aqui no Brasil, e também aos orixás: Ogun, Omolu, Logunédé e Ibeji. Além da arte da guerra, Logunerè conhece a caça e trás consigo um forte extinto materno, como podemos ver na lenda adiante.

É uma Divindade da Nacão Efon,conhecida também como:

" Oyá N'ifá Orô - A Senhora dos segredos da caça!"

Qualidade de Oyá/Yansã caçadora. Considerada qualidade de aspecto jovem, tem temperamento doce e alegre porém agitada, vingativa e guerreira.

Foi esta Oyá quem acolheu Logunedé quando este foi abandonado ainda

recém nascido por Oxum sobre folhas de Oxibatá na beira do rio. Foi ela quem o criou e ensinou a caçar.

Esta qualidade de Oyá/Yansã veste tons claros, principalmente rosa e azul

claro, traz espada (alfange), eruexim de pelos claro, chifres á tiracolo, e ofá.

Usa também peles e couro de animais na sua vestimenta.

Come acarajés feitos no azeite doce e no dendê, bichos claros ou avermelhados, alem de frutas e doces que também lhe podem ser oferecidos.

Gosta muito de flores.

Logunerè e a filha de Oxum:

Logunerè era uma moça simples que vivia em um vilarejo próximo a Ire, e a cidade de Ypondá, era uma excelente caçadora e também conhecia a mata e o poder das ervas medicinais. Ogum havia instalado naquela região uma guerra que seguia de Irè até Daomé, por onde passava conquistava, contudo deixava para trás um rastro de destruição. Então Logunerè e Omolu, iam de tribo em tribo ajudando os feridos. Em uma dessas missões, os dois andavam pela mata fechada próximo a Ypondá, cortando caminho entre uma aldeia e outra, e de longe ela viu um menino correndo, era Logunedé, que decidiu brincar com casa de abelha, literalmente, então ela em um estalo rápido pediu que Omolu, com suas palhas afastasse as abelhas do menino, e assim ele fez. Logunerè acalmou Logun e levou a até Oxum, que agradeceu a Omolu e também deu a ela uma abebé banhada no mais puro cobre e pediu que ela ensinasse ao menino como lutar, para que ele se defendesse, assim Logunerè cuidou da educação de Logun, e deu a ele a ofangi, que mais tarde ele usaria para lutar na guerra de Edé.

Roupas e Aparamentas:

Esse orixá usa as cores, coral, rosa, verde folha, carrega espada, ofá e uma abebé em forma de leque. Em suas aparamentas podemos coloca prata, búzios ou até mesmo mariwò desfiado.

Seus filhos:

São pessoas fortes e trabalhadoras, quando mulher, o extinto materno é muito forte. Em suas vidas eles aprendem sempre a lidar e cuidar de doentes. São sérios, introvertidos, e sempre procuram a razão para tudo, pois o amor sempre lhe causam feridas profundas. São pessoas que amadurecem muito rápido. São comprometidas com orixá e não tem medo de função. Tem poucos amigos, pois não conseguem demonstrar seus sentimentos com facilidade. São ótimos educadores


PAI FOLHA 


 

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